8 de março é considerado o Dia Internacional da Mulher, desde 1910. Este dia já foi reconhecido pela ONU – Organização das Nações Unidas e pela Unesco, não restando dúvidas de sua importância, resultado da luta feminina pela igualdade de condições em nossa sociedade.
Reconhecimento é importante, mas não basta. Nenhum reconhecimento é suficiente se não vier acompanhado de políticas públicas com o objetivo de promover a mulher aos espaços de poder, e por uma revolução cultural capaz de recompor os prejuízos causados por séculos de opressão, discriminação e violência.
Através do machismo, forma mais arcaica de abuso de poder, descaracterizou-se completamente a importância biológica, social e política da mulher, criando um falso, mas poderoso estereótipo de inferioridade e dependência, reduzindo a mulher a um papel secundário e submisso, que só nas últimas cinco décadas começou a ser superado.
No Brasil, não houve avanços significativos na solução dos problemas vividos pela mulher. Embora o governo Lula tenha criado a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o fato é que todas as políticas do governo, incluindo as Reformas, representam claro retrocesso na situação da mulher:
Tudo isto impede o crescimento econômico, expondo a classe trabalhadora à precariedade, ausência de direitos, degradação das condições de trabalho e também das relações humanas. Este é o resultado da submissão cada vez maior ao FMI, com desvio de recursos sociais para o pagamento da dívida externa e interna.
Todos os trabalhadores sofrem com a irresponsabilidade dos governos submissos. Mas, na pirâmide da pobreza, as mulheres estão na base:
Isso demonstra que a formalidade, no trato das questões de gênero, não produz resultados necessários à superação da desigualdade e da injustiça social.
Esta situação se repete no mundo inteiro, apesar de todos os avanços que já conquistamos com a nossa luta. É só ver os jornais e a televisão e perceberemos o sofrimento imposto pela guerra patrocinada por George Bush, que atinge as mulheres no Iraque, Afeganistão, Haiti, este último com a ajuda do exército de Lula.
Por isso, não devemos nos enganar. O 8 de março continua sendo um dia de muita luta, por mais alto que seja o posto alcançado no mercado de trabalho, por maior que seja o salário, por melhor que seja a condição individual que cada uma de nós alcance. Não podemos nos esquecer que milhões de mulheres trabalhadoras e pobres de todo o mundo continuam lutando contra a violência, baixos salários, péssimas condições de trabalho, falta de creches, escolas, hospitais, moradia, e contra a guerra.
A exploração capitalista faz com que as mulheres sejam mais pobres, embora trabalhem mais horas. Se a marginalização da mulher é um instrumento de exploração capitalista, é preciso que a luta contra a opressão seja também uma luta anticapitalista e pela construção do Socialismo.
Só numa sociedade socialista poderemos garantir espaços reais de luta, visando à superação de todas as formas de opressão e discriminação, onde a mulher possa se afirmar como ser humano digno e capaz.
Enquanto houver homens ricos explorando homens pobres, homens ricos e pobres explorando mulheres, não poderemos avançar a um estágio superior das relações humanas.
Portanto, nosso objetivo histórico é o Socialismo. E essa luta deve ser travada por toda a classe trabalhadora cotidianamente.
Não ao pagamento da dívida interna e externa!
Saúde, educação e
valorização do salário mínimo!
Manutenção e ampliação de direitos!
Não às reformas neoliberais!
desenvolvimento de sites web [ENSAMBLE]