Delegados de Kimberly Clark, Donnelley, Quebecor, TetraPak, e outras empresas de ponta se deram cita na reunião do Grupo de Multinacionais de UNI Gráficos Américas, que teve lugar no México durante os dias 29 e 30 de Agosto.
Os participantes discutiram suas propostas, com uma grande dose de energia e entusiasmo. As conclusões foram unânimes: fortalecer a sindicalização, criar sindicatos ali onde não existam, aprofundar o trabalho das redes, coordenar efetivamente a solidariedade regional e global.
“Quando nos encontramos pela primeira vez no Santiago, há quase dez anos, isto que temos construído nos parecia um sonho quase inalcançável”, disse Juan Palma, Presidente de Conagra Chile e do Sindicato de Quebecor nesse país.
Leif Mettavainio, Coordenador de Relações Internacionais de GS- Suécia, estimulou aos participantes para que se apropriaram das tecnologias da informação. “O desenvolvimento de diferentes redes sociais fortalece nossos vínculos e nos ajuda a divulgar nosso trabalho”, disse Leif.
“Temos aprendido a trabalhar juntos e a antepor nossos interesses comuns às particularidades”, disse Duncan Brown, de CEP-Canadá e Presidente do Grupo de Trabalho sobre Multinacionais de UNI Gráficos, quem anunciou que a próxima reunião de este grupo terá lugar em Madri, Espanha, o próximo 15 de Outubro. “Ali teremos de avaliar nossos planos de ação e analisar as prioridades que temos para os próximos dois anos”, informou.
Algumas empresas previnem a seus trabalhadores e ativistas de participar nas nossas redes globais”, disse Adriana Rosenzvaig, Chefe de Campanhas e Sindicalização de UNI Sindicato Global, “Que temem? Por que não querer que os trabalhadores se reúnam? Que informações querem ocultar?”, se perguntou.” Afortunadamente, não todas as empresas reagem de esta maneira. Muitos empresários sabem que una interlocução madura com os sindicatos contribuem a um melhor e mais produtivo ambiente de trabalho”, concluiu.
O Grupo analisou a situação em cada uma das empresas e estabeleceu suas prioridades. “Vamos a articular nosso trabalho a nível nacional, regional e global e conseguiremos estabelecer sindicatos nas grandes empresas que estão investindo em nosso país”, enfatizou Carlos Torres, da FGP- Peru.
Especial preocupação mereceu a situação de Donnelley, que fechou uma de suas filiais no Brasil sem nenhum aviso prévio nem ao sindicato nem aos trabalhadores. “Isto não nos surpreende”, disse Leonardo del Roy, Presidente de UNI Gráficos Américas. “UNI vem solicitando uma reunião com esta empresa desde há mais de três anos, e jamais se nos tem respondido. Como sempre, querem que a crise a paguem os trabalhadores”, denunciou.
Para mais informações, Marvin.largaespada@uniglobalunion.org
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