

O dia 7 de fevereiro – Dia Nacional dos Trabalhadores Gráficos é garantido como descanso remunerado na Convenção Coletiva de Trabalho do STIG-MG. Há alguns anos, a patronal do SIGEMG tem atacado duramente essa data, querendo tirar a cláusula da convenção.
A estratégia utilizada para apagar da memória dos trabalhadores a simbologia de luta e resistência desse dia, é pressionar para a troca do 7 de fevereiro pela segunda-feira de carnaval. As empresas, claramente incentivadas pela patronal, coagem os trabalhadores a assinarem listas de concordância, ameaçando aqueles que se recusam. Na Moore Brasil, um agente da empresa, ajuizou audiência no Ministério Público do Trabalho para forçar o sindicato a trocar o dia. Sem sucesso, o MPT se recusou a entrar nessa briga e disse entender a posição do sindicato. Nossa posição no MPT foi firme no sentido de não flexibilizar a data, até porque não poderíamos trocar o 7 dia do gráfico na empresa porque isso colocaria em risco o direito que é estendido aos quatorze mil trabalhadores do Estado de Minas Gerais. Ainda assim, a empresa decidiu descumprir e abrir no dia 7 de fevereiro. A ofensiva é generalizada e as empresas utilizam o medo do desemprego para tripudiarem em cima dos trabalhadores.
O STIG-MG resiste. Embora isolados nessa luta em nível nacional, visto que não existe articulação entre os sindicatos de gráficos para pleitear a reconquista do 7 de fevereiro, o STIG-MG tem lutado incessantemente para manter essa data. Esse ano definimos por fazer manifestações em algumas empresas que abriram suas portas em BH. Organizamos um bloco de carnaval: o Bloco da Consciência, para manifestarmos nosso repúdio de forma divertida, parabenizando e conscientizando a categoria para resistirem aos ataques patronais.
A atividade foi um sucesso. Visitamos oito empresas e entramos em três delas com nossa banda e nossos militantes, permanecendo cerca de meia hora em cada uma. Os patrões ficaram assustados mas não chamaram a polícia porque dissemos que iríamos registrar no boletim de ocorrência o descumprimento da CCT. O retorno dos trabalhadores não poderia ser melhor: deram várias manifestações de apoio à nossa iniciativa e muitos vieram à tarde no Sindicato.
Após as manifestações que duraram até as 13 horas retornamos ao sindicato para churrasco de confraternização, precedido pela assembléia da aprovação da pauta de reivindicações da campanha salarial 2008. Dessa atividade participaram cerca de 100 trabalhadores.
Essa é apenas uma das lutas do STIG-MG em 2008, quando se completa duzentos anos de Indústria Gráfica no Brasil. Nossa meta é tornar pública a resistência dos gráficos e denunciar a precarização da categoria em todos os locais possíveis, buscando construir projeto comum de atuação com outros sindicatos, a Federação Nacional e a Confederação dos Gráficos.


Vejam fotos da manifestação em anexo e divulguem na página por gentileza.
Grata
Eliana Lacerda
p/ diretoria do STIG-MG
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