Em uma decisão sem precedentes, UNI Gráficos e a Conlatingraf (Confederação Latino-americana da Indústria Gráfica) se comprometeram demandar em forma conjunta aos governos da região; que as licitações públicas no setor do processamento do papel, a embalagem e a impressão tenham como condição o respeito pela parte das empresas da liberdade de associação e negociação coletiva, não utilização da mão-de-obra infantil ou de trabalho forçoso, e o pleno respeito pela legalidade dos contratos laborais.
Como afirmar-se na Ata da Reunião (celebrada em Guarujá, Brasil), “As partes sustêm que não deveriam participar em licitações públicas as empresas que utilizam mão-de-obra infantil, as que não respeitem a liberdade de associação e de negociação coletiva, as que façam uso do trabalho forçoso ou de precariedade laboral, as que não apliquem legislações vigentes sobre saúde e segurança no trabalho e preservação do meio ambiente e as que se omitem de suas obrigações sobre leis provisionais e sociais e impositivas."
A Assembléia também mostrou se preocupada pela ausência da dimensão social em os Tratados de Livre Comercio e decidiu impulsar publicamente a posição que toda vez que se assinem os tratados ou acordos comerciais, se exija o cumprimento dos direitos fundamentais dos trabalhadores, para evitar uma competência baseada no dumping social.
Empresários e trabalhadores comprometeram se, também, a impulsar uma política conjunta destinada à prevenção da saúde no lugar de trabalho. Assim, "As partes manifestam seu interesse por conseguir que os ambientes de trabalho e o cuidado do meio ambiente sejam um comum denominador na região latino-americana, realizando os esforços possíveis de orientação e assessoramento, para evitar a sinistralidade laboral, que segundo se demonstrou em estudos especiais, tem evidente incidência negativa na rentabilidade das empresas e prejudica a saúde e bem-estar dos trabalhadores e suas famílias." Sindicatos e empresários realizarão jornadas conjuntas para a prevenção de acidentes e desenvolvimento de melhores standard. Finalmente, as partes comprometeram se a trabalhar para promover programas de capacitação profissional, além de impulsar um estudo setorial da indústria gráfica em Latina América.
"Este é um passo fundamental em nossa estratégia de construção de um diálogo social responsável com os empresários", afirmou Lucio Castillo, vice-presidente da UNI Gráficos e porta-voz sindical na reunião com as Câmaras.
"Nada disso será possível sem o desenvolvimento de fortes sindicatos no setor gráfico e da embalagem na região. Agora temos uma ferramenta a mais para seguir nossa tarefa de sindicalizar mais e mais trabalhadores”, comentou Leonardo Del Roy, Presidente da UNI Gráficos Américas. Lucio e Leonardo representaram ao setor gráfico nesta reunião, junto com Valentín Vega, de Conagra, Chile, y Marvin Largaespada, Secretario Regional de UNI Gráficos Américas; Walter Von Groll, CONATIG e Jorge Caetano Fermino, FTIGESP.
Juan Carlos Sacco, Presidente da Conlatingraf, foi decisivo na discussão deste avanço fundamental para a construção do diálogo social na região.
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