Discurso do Sr. Deputado Paulo Rocha (PT/PA) proferido na sessão do dia 7 de fevereiro de 2007, em homenagem ao Dia Nacional dos Gráficos.

Discurso do Sr. Deputado Paulo Rocha (PT/PA) proferido na sessão do dia 7 de fevereiro de 2007, em homenagem ao Dia Nacional dos Gráficos.

Senhor presidente, senhoras e senhores deputados. Neste dia 7 de Fevereiro, temos muito o que comemorar e relembrar as conquistas históricas dos gráficos brasileiros. Uma Classe de trabalhadores que me honra muito fazer parte. Nós, gráficos, podemos com muita satisfação afirmar que fomos os precursores da organização sindical no Brasil.

A nossa luta foi promover mudanças que culminaram nas transformações sociais e políticas do Brasil ao longo das últimas décadas e agora estão se consolidando através do governo Lula. Prezados parlamentares, a nossa categoria foi importante para a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), devido a nossa organização como classe trabalhadora o que impulsionou na criação de vários outros sindicatos e entidades de classe.

E no Pará, a história não foi diferente. De 1983 a 89, presidi o Sindicato dos Gráficos, onde lutamos e muito para que a profissão fosse respeitada e valorizada, assegurando melhorias aos trabalhadores e ajudando na luta pela melhoria das condições de vida do povo paraense. O espírito do dia 7 de fevereiro se mantém vivo dentro do nosso desejo de lutar para que os gráficos avancem em ganhos como a aposentadoria especial para a categoria, e essa será uma das minhas lutas como parlamentar, neste meu quinto mandato. Só quem conhece a arte de manusear o papel e a tinta sabe da necessidade de ser amparado por uma lei específica de aposentadoria.

E com todo conhecimento de causa, posso dizer com orgulho que dediquei 18 anos de minha vida às artes gráficas. Nobres colegas, essa profissão é antiga, cultivada ao longo de gerações. Para ser um profissional das artes gráficas, além da sensibilidade, a condição básica era saber ler e escrever, constituindo, assim, uma categoria esclarecida e organizada.

A tipografia iniciada em 1455, foi um marco na história da humanidade, graças a Guttemberg, pai dessa criação, que possibilitou com seu invento difundir idéias, conhecimento e o mais importante: democratizou o acesso à informação.

O profissional, antes das artes gráficas, hoje, da indústria gráfica, acostumado a lidar com máquinas, tinta, papel vem sofrendo uma profunda transformação, diante dos avanços tecnológicos. Hoje, no Brasil, são mais de 200 mil profissionais que se enquadram à categoria, alocados em cerca de 15 mil empresas.

Senhores parlamentares, a nossa história remonta ao século passado, sendo que naquela época, os gráficos demonstraram o inconformismo e se organizaram contra as péssimas condições de trabalho vividas naquela época. Hoje, entendendo que nossa luta deve ser pela unificação de todos os sindicatos do ramo da comunicação, criando uma única entidade que represente os trabalhadores do setor. No Brasil, tivemos muitas figuras significativas que executaram nosso ofício.

Dentre eles, ressalto o ilustre Machado de Assis, que não só se destacou como político, jornalista, escritor, mas também como profissional das artes gráficas, e se sentia orgulhoso pelo trabalho que desempenhava e, por isso, usou também de sua inteligência para defender a sua classe. É esse sentimento que me inspira à continuar lutando pelas melhorias de vida do trabalhador brasileiro. Por tudo isso, neste dia, quero saudar meus companheiros de profissão. Parabéns a todos nós. Salve 7 de fevereiro! Era o que tinha a dizer, obrigado..

Deputado Paulo Rocha (PT/PA)

 

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