A fundação em 1993 da CONATIG – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas, determinou uma nova maneira de atuar a favor da categoria gráfica no Brasil. A CONATIG foi constituída para, juntamente com as Federações Estaduais e os Sindicatos de Trabalhadores Gráficos coordenar e planejar políticas; que de forma efetiva e unitária, defendam os interesses específicos de nossa categoria e gerais a toda classe trabalhadora.
A modernização tecnológica trouxe com ela o desemprego. Nossa categoria; assim como outras, foi duramente golpeada neste processo no qual centenas de trabalhadores gráficos perderam seus postos de trabalho, e o que é pior, sem qualquer política governamental de proteção aos trabalhadores atingidos. A CONATIG vai lutar por leis que protejam os trabalhadores, garantindo o direito à sua requalificação antes da implantação de novas tecnologias.
Estudo recente da Universidade Federal do Rio de Janeiro constata que entre os anos de 1990 e 2001, a modernização tecnológica eliminou 10,76 milhões de empregos no Brasil, sendo que os setores mais atingidos foram dos trabalhadores rurais, operários e servidores. Segundo o mesmo estudo, a modernização tecnológica foi responsável pela criação de 3,24 milhões de empregos, em 11 anos, levando-se em conta que no Brasil, a cada ano, cerca de 1,8 milhão de pessoas entram no mercado de trabalho, este número nada significa.
A CONATIG entende que somente promover o desenvolvimento não é suficiente, é preciso fazê-lo de forma seletiva, investindo em setores que gerem mais empregos, evitando que mais trabalhadores sejam marginalizados. A dignidade do trabalhador brasileiro precisa urgentemente, ser resgatada. Nada é mais gratificante do que afirmar “Eu como o meu pão, com o suor do meu próprio rosto”. Acredito que não nasceu ainda, o ser humano que não sonhe em ter independência e dirigir o seu próprio destino. Todos nós sonhamos com dias melhores e a esperança é própria das pessoas positivas, mesmo diante das maiores adversidades. Vivemos hoje um momento singular da nossa história. O governo é presidido por um operário, credenciado pelos mais sofridos deste país, pelos mais responsáveis socialmente, e me arrisco a dizer, até pelos céticos. Somos trabalhadores que acima de tudo acreditam na força do nosso povo, na persistência em sempre lutar por dias melhores e levar esta grande nação ao lugar que ela merece.
A esperança não é; nem pode ser, angustiante. É construída por medidas e ações concretas, perceptíveis por aqueles que a esperam e para os quais foi prometida.
Temos plena consciência de que melhorando a massa salarial dos trabalhadores começará na prática a tão sonhada e necessária distribuição de renda, até então, concentrada nas mãos de poucos. Precisamos de emprego e salários justos.
Segundo os últimos dados econômicos, o Brasil está se apresentando como um país viável, para o investimento internacional.
A política econômica desenvolvida até aqui, foi para recuperar a credibilidade do país aos olhos deste mesmo capital. Para nós trabalhadores, ao que parece, pela euforia da equipe econômica, dos grandes empresários e do próprio presidente Lula, este objetivo foi alcançado.
Por outro lado, a resistência do funcionalismo público foi vencida e a Reforma da Previdência foi aprovada. O acordo entre governo e governadores, permitiu a Reforma Tributária. Os próximos passos serão as Reformas Sindical e Trabalhista, que a meu ver, proporá a supressão de direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora. Oxalá estas reformas, tanto as aprovadas, como as que virão, não sirvam para que o governo dos trabalhadores seja o próprio algoz de nossas conquistas.
O capital não tem nome nem identidade, neste mundo globalizado ele é um fator a mais, o mais perverso de todos. Peço ao presidente Lula cautela, o que parece hoje um ajuste, amanhã poderá tornar-se uma fonte de desespero.
Os olhos dos desfavorecidos do mundo estão voltados para este país continente, que com muita luta, dor e sofrimento, levou pela via democrática ao poder máximo, um operário, antes um retirante, que com certeza sentiu na própria carne a dor dos marginalizados.
A nós trabalhadores, não cabe o direito ao erro, precisamos acertar sempre, o que torna nossa missão muito mais difícil, mas não impossível.
O projeto dos trabalhadores para o Brasil precisa sair vitorioso, para que gradativamente possamos diminuir as desigualdades e passemos a ser um país exportador de solidariedade. Porque é pelo conhecimento e discernimento na prática da justiça, que poderemos contribuir para um mundo mais justo e mais humano.
Neste “7 DE FEVEREIRO” DIA NACIONAL DO TRABALHADOR GRÁFICO estamos promovendo o lançamento de nossa página Web, site www.conatigunidadegrafica.org.br no Sindicato dos Trabalhadores Gráficos de Santos-SP. Queremos salientar a solidariedade prestada pela LO-TCO-Suécia e da UNI-GRÁFICOS que permitiram juntamente com a CONATIG e as entidades associadas, à concretização deste projeto.
A CONATIG presta a sua homenagem a todos os trabalhadores gráficos do Brasil, que lutaram e lutam, homens e mulheres, de ontem e de hoje, aos que tem os seus nomes registrados em nossa história e a todos aquele que anonimamente vem construindo a grandeza de nossa categoria, e em especial ao nosso companheiro, José Paulo Barbosa “Brotas”, presidente da CONATIG, recentemente falecido no exercício do mandato.
“É diante das adversidades que precisamos nos tornar cada vez mais forte”.
VIVA 7 DE FEVEREIRO DIA NACIONAL DO
TRABALHADOR GRÁFICO
Walter Von Groll
Presidente - CONATIG
Aqui é o espaço para debates de idéias sobre os artigos que aqui serão publicados. Para mandar um ou fazer algum comentário, mande-nos um e-mail para celysand@uol.com.br com o assunto "debates".
desenvolvimento de sites web [ENSAMBLE]