10/12/08 - Brasil: as mulheres falam alto

O Comitê de Mulheres da CONATIG reuniu-se em São Paulo para discutir com UNI Gráficos seu plano de trabalho para o ano de 2009. “O Programa de Trabalho adotado pela Conatig em seu Congresso constitutivo está se desenvolvendo de forma positiva mas ainda temos um verdadeiro déficit com relação à igualdade de gênero”, destacou Eliana Lacerda, membro do Comitê Diretor da Confederação.
O Comitê expressou sua preocupação pelo incremento de casos de assédio moral e sexual, que embora afetem em especial as mulheres, estão se estendendo por toda a indústria em níveis alarmantes. “Temos que formar os dirigentes sindicais, homens e mulheres, para enfrentar esta situação que está-se convertendo em epidêmica”, expressou Eliana. Neste sentido, o Comitê decidiu realizar durante os dias 13 e 14 de Março do 2009 uma conferência para discutir as estratégias sindicais que permitam enfrentar esta situação. Essa será a ocasião para o lançamento de uma campanha nacional do Comitê de Mulheres da Conatig contra o assédio e a violência.
O Comitê destacou a importância para as mulheres de contar com um espaço onde possam discutir problemas específicos e afirmar sua capacidade para ocupar diferentes posições sindicais.
O Comitê anunciou que nas reuniões que for celebrar em 2009, procurará incluir representantes de todas as entidades que integram a Conatig. A proposta de lançar um boletim em que se analisarão diferentes temas sindicais e políticos a partir de uma perspectiva de gênero foi adotada por unanimidade.
Everaldo do Nascimento informou que o apoio brindado pelo Comitê de Mulheres à greve em ABN resultou em um incremento da filiação feminina dentro da filial que durante os últimos anos aumentou em mais de 40% a ocupação de mulheres.
O crescente número de mulheres na indústria gráfica deve ser tomado seriamente em conta pelos dirigentes do setor.
“A indústria gráfica nasceu sendo essencialmente masculina, mas hoje mais e mais mulheres trabalham na mesma. No entanto, esta mudança ainda não se reflete nas direções dos sindicatos”, assinalou Adriana Rosenzvaig, Chefe do Setor a nível mundial.
“É fundamental que as mulheres se envolvam em todas as discussões: nossa voz tem que ser ouvida na mesa de negociação coletiva e nas campanhas de sindicalização”, destacou e informou que na maior parte das atividades que Union Network International Graphics realiza na região os filiados têm a obrigação de incluir mulheres nas suas delegações

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